Sou professora, moro em Ji-Paraná, um dos maiores centros urbanos do estado de Rondônia, Região Norte do Brasil.
Aqui, ainda é possível desfrutar de alguns recursos renováveis. Um deles é a água captada do rio que corta a cidade, abastece nossas casas e supre nossas necessidades.
Há dois anos esse rio passou por uma expedição de limpeza, sendo captadas 2 toneladas de lixos. Este ano passamos por uma crise sanitária. Resíduos sólidos foram descartados em locais inapropriados, próximos a nascentes e área de preservação ambiental.
Lixo não é prioridade na pauta de políticas públicas.
De acordo com o movimento Recicla Jipa, apenas 3% dos resíduos gerados pelos Ji-paranaenses são reciclados atualmente, mas poderia atingir 40%. Apesar disso, Ji-Paraná pode se tornar exemplo de sucesso para o Norte do Brasil. Em 2012, foi criada a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ji-Paraná com apoio da iniciativa pública e privada.
A COOCAMARJI coleta os resíduos sólidos em alguns bairros. A intenção é criar uma lei municipal para oficializar e ampliar o serviço. Disponibiliza veículos e contêineres de lixo seletivo espalhados em vários pontos da cidade, chamados de “ecoponto”. Além de transmitir uma mensagem positiva à população, incentiva a reciclagem e a coleta seletiva de lixo, cumprindo um importante papel social.
É bom lembrar que todos nós somos responsáveis pelo descarte do lixo. E pequenos hábitos cotidianos são grandes gestos para preservação da natureza. O que jogamos fora pode ser reutilizado, reciclado.
Por exemplo, as cascas de frutas, legumes e as verduras se transformam em adubo orgânico para o nosso jardim. O óleo de cozinha usado pode produzir sabão.
Onde você descarta os resíduos tóxicos e radioativos, no lixo comum?
É nossa responsabilidade dar o destino correto ao lixo!