Meu nome é Joselina Domínguez, mora na comunidade de Azacualpa, Intibucá-Honduras.
Uma zona fresca e boscosa, com paisagens impressionantes e gente fina. Ao longo da minha vida como produtor vi esse cultivo como uma atividade familiar. Isto permite-nos melhorar nosso renda familiar, uma atividade em que integramos grandes e pequenos.
Este cultivo criou novas estradas e empregos que melhoraram o acesso aos vários mercados. Nos últimos anos, esta atividade tornou-se muito difícil. A importação de batatas da Guatemala, mais barata pelos custos de produção, obriga-nos a vender a um preço com o qual não podemos recuperar as nossas despesas. É também um risco, pois afecta o nosso ambiente e a saúde através do abuso de agroquímicos.
Há alguns anos, meu pai, Anacleto Dominguez, morreu plantando, engolia um produto químico que servia para esse cultivo. Os danos aos nossos territórios, a presença de mais pragas e doenças da batata nos obrigaram ao uso de produtos agroquímicos.
Os produtos são proibidos em outros países, mas neste departamento provincial sua compra é gratuita e não são aprovados por personas autorizados.
Como produtor estou preocupado com esta situação. Gostaríamos que as empresas da região oferecessem um produto alternativo que custasse menos e tivesse menor impacto no meio ambiente.
Nossos rios já estão infectados; não podemos recuperar territórios porque são terraços agrícolas e cada dia temos menos recursos hídricos.
Pedimos ao nosso governo que dê a esta questão a importância necessária para que os Intibucanos (=habitantes de Intibucá) desta zona, que tantas vantagens nos tem dado, possam continuar a cultivar e que possa continuar a crescer fazendo parte do folclore e tradição nossa de Lencas.